um blog plenamente produssumidor

Os humanos, assim como os produtos e os serviços, também são alvo de posicionamento e segmentação; somos pois, também nós, uma marca. HumanBrand é, chamemos-lhe assim, [a minha] marca pessoal no mundo virtual, ou deverei chamar-lhe, pois então, apenas mais uma das nossas tantas acções de comunicação?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

o caso do acaso

não há coisa alguma assente em mim de nome acaso.
assim me vejo ao espelho.

fim de semana

repito o doce.
frio. repito a vontade.
música. repito os movimentos.
o corpo não está congelado, o espanto é esse.
Nem o frio nem a ausência o adormecem.
fica-se somente em suspenso.
como que a pairar no desejo de ser.

ficarás muda nunca, só por vezes em silêncio.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

às vezes...

são necessários dois corpos para respirarCloseup Vertical of a Stand of Ponderosa Pine, California

estas coisas que se dizem

não obstante o elogio ao acreditar do sujeito, e ao mostrar a corpo nu de um desejo globalizado, nem sempre soa a verdade... "..mas sorriu e disse que amanhã correria melhor"

sábado, 12 de dezembro de 2009

estas coisas que cabem cá dentro

estas coisas que cabem cá dentro de nós, que não se desfiguram por as chamarmos de coisas, muito pelo contrário, é a indefinição ou inversamente a pluralidade de conteudos e sentimentos que contêm que lhe cosem este nome como os pais cosem as algibeiras das crianças quando lhe dão trocos para comprar um ou outro mimo - portanto na perfeiçao, tiram-nos o peso dos dias.
[Por falar em mimos, ao fim de semana apetece-me sempre algo doce. Estou no preciso momento a tentar matar a vontade. É caseiro e portanto, também aquece. Melhor ainda.]
Estas coisas que cabem cá dentro de nós, que apetecem expressar mas que nos tornam também angustiosamente mudos, tiram-nos o peso. O peso do passar, o peso do querer, o peso do desejar, o peso do olhar, o peso da falta, o peso da vida, o peso dos outros, o peso dos sonhos. No fundo o "peso" de não-amar.
Parece estar provado que quanto mais sentimos (e o outro a sentir por nós), fica-se mais leve, como a respiração. Tornamo-nos quase bons desportistas, apetece correr, andar, saltar, saltitar, caminhar, nadar. Apetece quase tudo. Excepto parar. Excepto esperar. Porque quando se esperam estas coisas que cabem cá dentro, nem será o peso que falava a deixar-nos cair. o que verdadeiramente deixa cair, é a pele que há em nós, que parece já não saber viver com as coisas que cabem cá dentro e que aconteceram ontem, que nos atormenta e espenica, nos pede, quase implora, por mais, por mais das coisas, daquelas coisas que cabem cá dentro e não se acomodam enquanto houver espaço para mais.
E escreve-se de fininho e pequenino, para que não sejam as palavras a ter mais destaque do que a experiência que é vive-las. E que depois só quem as sente é quem as lê.

ReComeço

III
Já foi um, dois e sem o número três ficaria incompleto. Eis agora o novo recomeço da produção, reprodução e consumo do eu, marca.