se te pedirem para descrever o que sentes por alguém e a tua resposta estiver na ponta da língua, duvida do sentimento. Ao mesmo tempo, se, por outro lado, demorares demasiado a dize-lo terás também em ti a duvida, não do sentimento, mas sim da razão que o sentimento tem em ti. Lembra-te, não há ideias, os sentimentos não têm regras, são de livre arbitrio. Excepto em repetição. Não podes repetir, não podes não sentir.
Ter e possuir sentimento é desresponsabilizar a forma como o dizer. O romantico, o directo, o simples, o erudito, o barroco, o eclético, o eloquente são somente formas, te-lo é somente ser verdadeiro. A verdade não se tem na ponta da lingua, a verdade do sentimento tem-se no acto de o sentir. E descreve-lo no mesmo tempo limite como dizer o nosso nome é torná-lo comum. E demorar demasiado tempo a descreve-lo é senti-lo de igual equilibro com a razão.
Talvez esse seja o unico equilibrio a quebrar.
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