Na maior parte das vezes é no momento seguinte ao estarmos a falar dos outros que nos lembramos de nós próprios. Surge-me então o pensamento de que na maior parte das vezes não nos colocamos nós no centro do universo, mas sim ao outro. E que o centro do universo do outro tem consequências, e só aí aparecemos - o nosso eu.
Poderá ser uma verdade perturbadora, esta.
E também tenho ideia de que isto nada tem a ver com a inveja, mas também tem pouco de digno. Se tiver de atribuir algum porquê dar-lo-ia ao descrédito que nos damos a nós próprios, o descrédito e a atenção. E tem a ver com o facto de nos querermos de menos.
Somos na verdade pouco dignos de nós próprios e tanto mais dos outros.
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